e foi só dia 18 que couves frescas se apresentou pela primeira vez após a desastrosa apresentação zero no final do concerto de errar é humano no centro juvenil. desta vez, uma apresentação não tão escondida mas igual modo desastrosa foi levada a cabo na fonte de letras. começo já por agradecer à dona, helena, que aceitou este convite de gente pouco sã.
e os desastres sucederam-se: um atraso de muitos minutos, uma couve que se recusou a falar, um artista com ataque de riso, um autor português com peças do teclado na garganta e um grupo de bailarinas exóticas em setúbal.
tudo isto contribuiu então para o excelente espectáculo de variedades que compõe a vida dos outros, nome dado pelo autor devido à natureza dos textos lidos.
agradecimentos de couves frescas ao joão e ao luís, que aceitaram este convite e que cumpriram muito melhor que eu o objectivo da sessão de espiritismo linguístico; ao josé miguel gervásio, pelas ideias várias e paciência em ajudar os putos; à dr. helena pelo que já tinha dito; a quem apareceu, por ter composto a casa (o que foi reconfortante); ao ricardo canoa pela ajuda no flyer e a tanta gente mais...
e para evitar que este método de divulgação se torne num derradeiro ataque das forças exteriores primeira versão, aqui vai mais post-it;
mais uma vez, assim como tivera sido comunicado anteriormente no d'a'da'f'ex v1 fui enviado em pesquisa a um habitáculo temporário de pessoas e germes ordinariamente conhecido por feira.
e para não deixar de surpreender, não vou fazer nada que outra revista ou jornal não pudessem fazer, apresento a minha 'piquena' crítica musical às bandas apresentadas. falarei obviamente apenas no palco onde passam as melhores bandas e de maior calibre musical, como é claro, o palco secundário. começámos o dia com uma excelente banda, orque's'trada, muito bem conseguida a fusão entre estilos, a saber, fado, rap, blues e simples canções interventivas, entre outros tantos milhares deles. dia seguinte, kumpania algazarra, que já espantou em muitas situações, neste momento tornou-se um pouco comercial, no entanto sempre com excelentes músicos.
no ciclo solar seguinte, e deve dizer-se que era sexta, toca a banda dos malandros, banda de covers potuguesas do séc.XX, bem escondidas por teclas, baixo, guitarra, e bateria muito fluidos, um pouco a puxar para o funk. seguiram-se os zebra, sábado, "orquestra" pop rock, mais uma big band desse mesmo estilo. Estas gentes da terra, que ainda terão muito por onde evoluir, apresentaram-se e bem ao público de montemor em grande escala e não se sairam nada mal.
hoje fechámos com farrafanfarra. sopros, percussão e palhaçada num concerto que se apresenta como um número de circo planeado desde o início ao fim para nunca se perder o ritmo e boa disposição. uma hora e meia muito intensa! não serão de esquecer os músicos há muito residentes em montemor que trataram da animação de rua, com as suas excelentes máquinas de tubos, percussões home-made e secção de sopros, para além dos trajes.
qualquer um destes músicos tem o selo de aprovação do d'a'da'f'ex, que não vale nada, mas pelo menos deu para mais um parágrafo de escrita/estupidez (riscar a opção errada).
o músico que iria actuar amanhã no palco secundário promete-se explosivo, colorido, animalesco até, nada que não seria de esperar do fogo de artifício (www.myspace.com/fogo de artifício)
olá!!! não, não, deixem-se estar sentados, não vim para incomodar ninguém. não, obrigado, estou de saída, só decidi passar por cá para vos sossegar.
há dos que afirmam que vim para este lindo planeta combater o sistema. e não é que têm razão? mas para combater o sistema tenho que apoiar antes o sistema. e como é que eu vou fazer isso? ora é o seguinte: vou apoiar o meu próprio candidato às próximas eleições presidenciais. isto é um plano que anda a ser arquitectado fez segunda duas semanas, no entanto só agora consegui encontrar um candidato suficientemente confiável e ao mesmo tempo, interessante para os portugueses.
como é que se escolhe um candidato? fiz uma pequena pesquisa. primeiro li um pouco da constituição... um presidente da república tem que ser capaz de muita coisa. depois olhei para os candidatos mais fortes às últimas presidenciais e cheguei à conclusão que um presidente da república tem que ser caquético. melhor se antes tivesse tido uma personalidade forte, mas agora tem que ser caquético. ora eu tenho aqui uma gata que anda cá por casa vai para mais de dezassete anos, ainda nem eu tinha cá poisado os pedantes, nem sequer o meu personagem terrestre teria nascido. o que faz desta uma felina de idade avançada. além disso, tem uma personalidade muito forte: só se dá com pessoas e rosna como um cão. logo, nas próximas eleições presidenciais:
qualquer coisa que se diga fora do que ele era é polémica. na verdade ele não vivia para ser desta ou daquela cor, ou para incomodar este ou aquele miudo (parece-me a mim).
portanto vou só dizer isto:
por outro lado, parece que o cristiano se está a dar bem. que bom para ele. a sério, outro qualquer que se preocupe, que eu não estou para me chatear. por outro lado, fontes duvidosas dizem que ele também não se está para preocupar comigo. mas vocês já sabem como são as fontes duvidosas...
as eleições, essas, ganhas por todos, há demasiado a comentar, quase tanto como o que já foi comentado.
portanto passo para o que é realmente relevante e que deve escandalizar a sociedade portuguesa porque é realmente um escândalo. é o seguinte: o balcão central da maioria dos supermercados é o mais à direita! ou, ocasionalmente, o mais à esquerda. mas raramente são aqueles que cumprem com essa promessa de centralidade. lembram-se do
[dum, dum, dum,] patinadora à caixa central [dum, dum, dum]
ah pois foi! mas se lhes forem perguntar, fazem-se de parvos: "caixa central? balcão? patinadora? não, eu não... deve ter ouvido mal.". E em menos de nada, mudam as tabuletas que comprovariam a existência desse tal projecto de balcão central!